SGB realiza Projeto Aerogeofísico Leste de Goiás com recursos do Novo PAC
Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre
Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza o Projeto Aerogeofísico Leste de Goiás – Fase I e Fase II, com recursos do Novo PAC. Os estudos utilizam tecnologias de última geração, como magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria, para sobrevoar municípios e ampliar o conhecimento sobre o subsolo brasileiro. A partir desse trabalho, são gerados dados estratégicos que apoiam estudos sobre recursos naturais, planejamento territorial e pesquisas para promover o desenvolvimento sustentável.
A fase I iniciou em abril e contempla municípios da porção nordeste do estado: Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Campinaçu, Cavalcante, Colinas do Sul, Flores de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, São João d' Aliança e Teresina de Goiás, totalizando 13,2 mil km². A iniciativa conta com investimento total de R$ 6,7 milhões, viabilizado por meio de recursos do Novo PAC. Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre.
Na fase II, os voos serão realizados nos municípios: Cidade Ocidental, Cristalina, Ipameri, Luziânia, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Silvânia e Valparaíso de Goiás, em uma área de aproximadamente 9,6 mil km². O investimento total é de R$ 5,2 milhões do Novo Pac. Os voos estão previstos para começar em julho deste ano.
Os resultados do primeiro levantamento, realizado no estado do Tocantins, já estão disponíveis para a sociedade no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e na plataforma GeoSGB.
As áreas selecionadas fazem parte do planejamento estratégico do SGB que visa cobrir o país de forma sistemática com levantamentos aerogeofísicos. O trabalho tem caráter técnico-científico e busca ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Os dados obtidos contribuem para diversas aplicações, além de apoiar ações de preservação ao ampliar o conhecimento sobre as características do subsolo e da dinâmica natural da região.
Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, a retomada dos levantamentos aerogeofísicos após uma década é resultado de uma ação articulada entre o Serviço Geológico do Brasil e o Governo Federal. O trabalho está alinhado às diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao compromisso do Ministério de Minas e Energia, sob a liderança do ministro Alexandre Silveira, de fortalecer o conhecimento geocientífico nacional e ampliar a capacidade do Estado brasileiro de planejar seu desenvolvimento com base em informações estratégicas.
“Concluímos os trabalhos no Tocantins, iniciamos os levantamentos em Goiás e assinamos contrato para a Fase II no estado. Também estamos em diálogo para novas parcerias que permitam ampliar esses estudos em outras regiões do país. Esse esforço conta com o apoio do Governo Federal, do presidente Lula e do ministro Alexandre Silveira, que têm demonstrado compromisso com a retomada dos investimentos em conhecimento geológico, essencial para a atração de investimentos, a descoberta de novas potencialidades minerais e o desenvolvimento sustentável dos municípios, dos estados e do Brasil”, afirmou Vilmar Simões.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, ressalta que o Brasil vive um momento estratégico diante da crescente demanda global por minerais críticos. “O potencial geológico brasileiro coloca o país em papel de destaque no cenário internacional e, com a retomada dos voos, estamos produzindo dados qualificados que irão ampliar o conhecimento sobre o subsolo e apoiar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais”.
Resolução efetiva de 500 metros entre as linhas de voo
O levantamento aerogeofísico é como uma “fotografia especial” do solo e do subsolo, feita a partir de equipamentos modernos instalados em uma aeronave de pequeno porte. Esses equipamentos captam sinais, tais como do campo magnético, da radiação natural das rochas e de variações gravitacionais. As imagens e dados gerados permitem identificar estruturas geológicas e conhecer a disponibilidade hídrica.
Nesta etapa serão aplicados métodos de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. Estes novos levantamentos terão resolução efetiva de 500 metros entre as linhas de voo, permitindo uma caracterização mais detalhada do subsolo.
“A geofísica é a ciência que permite investigar o subsolo sem a necessidade de perfuração. Por meio de diferentes métodos, é possível obter informações desde os primeiros centímetros até centenas de quilômetros de profundidade, revelando o potencial de uma região para a ocorrência de recursos minerais, energéticos ou hídricos”, explica o pesquisador Iago Costa, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica (DISEGE).
O SGB já conduziu três gerações de levantamentos aerogeofísicos:
1ª geração (1971 - 2001) – Levantamentos regionais com os primeiros equipamentos aerogeofísicos disponíveis, ainda em baixa resolução, mas que trouxeram grande entendimento do subsolo brasileiro para a época.
2ª geração (2004 - 2015) - Cobertura de aproximadamente 3,7 milhões de km² (51% do território nacional e 86% do embasamento cristalino), com metodologias aerogeofísicas mais modernas, principalmente magnetometria e gamaespectrometria. Esta geração teve um investimento de cerca de US$183 milhões.
3ª geração (2025) - Aquisição de métodos geofísicos de última geração, com levantamentos de alta e ultra-resolução, colocando o Brasil no nível dos grandes países de tradição mineral do mundo, como Canadá e Austrália. Os levantamentos podem revelar o potencial do país para diversos recursos naturais, principalmente aos minerais críticos voltados à transição energética.
Cadastre seu email e receba nossos informativos e promoções de nossos parceiros.
InvestMinas e Spark assinam protocolo de intenções para investimento de R$ 150 milhões
Vale realiza audiência pública em Ouro Preto sobre adequação no sistema extravasor da ...
MRN conclui primeira torre da travessia do Rio Trombetas e avança com obras da Linha de T...
Appian Capital Brazil impulsiona a Graphcoa e dá os primeiros passos no Projeto Grafite J...
Vale conclui obras de descaracterização da barragem B7A na Mina de Águas Claras, em Nov...
Vale realiza audiência pública em Ouro Preto sobre adequação no sistema extravasor da ...
Appian Capital Brazil impulsiona a Graphcoa e dá os primeiros passos no Projeto Grafite J...
InvestMinas e Spark assinam protocolo de intenções para investimento de R$ 150 milhões
Conexão Mineral - Notícia mais lida na Conexão Mineral em maio de 2026
Women in Mining Brasil - Quem inspira a mineração merece reconhecimento!